terça-feira, 21 de julho de 2009

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Isso é tudo que eu sei. Ou seja, nada. Mas às vezes, no meio dos devaneios, posso tirar uma coisinha ou outra que faça sentido. Já reparou? Pode ser fácil gostar de alguém. Fácil e bom ao mesmo tempo. Vou explicar o motivo, de perto ninguém é perfeito, tampouco normal. Justamente, é aí que tá o benefício: Tirar proveito dos deletérios e sorrir com eles. Dar espaço pra tudo de melhor entrar, pode ferir o ego, pode demorar um pouco de tempo até você acreditar. Mas se chega uma hora que você aprende a conviver com os defeitos do outro, sem que isso atrapalhe, o que dirá sobre as qualidades, então? Não estou dizendo que o amor bate na nossa porta, muito menos com boas intenções. Também não estou dizendo pra você ir caçar em todos os becos do mundo. Apenas insisto em exemplificar o meu caso.
Se estiverem pensando que sou uma menininha, agindo como Britney no seu caso de paixão juvenil com Justin, todos estão bem enganadinhos. O amor não é novidade pra mim. Já pude apreciar sua face de anjo tão bem como degustei o sabor da traição. Já usei, fui usada. Manipulei e me deixei levar. E por essas e outras decidi deixar esse sentimento pra lá, literalmente. Sabe aquelas pessoas que traçam suas metas e pretende segui-las até a morte? Pois é, eu falhei em todas essas escolhas excêntricas e nesse caso não haveria de ser diferente. O amor não apareceu batendo na minha porta, muito menos eu fui bater (Deus me livre). Ele chegou de outra forma, e com o passar das semanas já estava em mim novamente, mas não como era no passado. Ele chegou tirando com a minha cara, fazendo piada e descaso. E foi esse o ponto que me encantou. Afinal, tudo que é perfeitinho demais sempre me passou a impressão de falso, uma chatice que só. Enfim, o que eu quero dizer crianças, é o seguinte, aquilo que eu não queria, apareceu de uma forma nova, e agora eu estou instigada e alegre com isso.
Minhas intenções não estão entre publicar um livro de auto-ajuda, nem querer ser exibicionista ou repetitiva. E sim, fazer quem é como eu fui um dia, entender que de nada vale arregalar bem os olhos e botar o coração pra dormir. Ninguém consegue ver uma coisa nitidamente com os olhos cansados. E embora o amor platônico exista ninguém pode conhecer alguém de longe. Quando se ama por inteiro, cada mania, cada palavra. Quando se ama de mau humor ou não. Quando cada momento de silencio se torna um refúgio de proteção e conforto, isso não me parece falsidade. Eu dei sim, um tempo, respirei fundo e demorei pra te encarar de novo, sentimento insensato.
Só que essa ignorância toda se foi, junto com os olhos cansados, junto com os sonhos frustrados. Estou pronta pra descongelar e deixar fluir. Hoje eu já não ligo com a possibilidade de sofrer. Eu aprendi muito bem a lição “Um coração que dói, é um coração que funciona”. Olá vida.

4 comentários:

Unknown disse...

- Será que realmente vale apena swe apaixonar de novo?

Shually ;D disse...

.a questão não é se vale a pena ou não.. o que eu queria dizer, é que não devemos agir assim .. apenas devemos viver.

Unknown disse...

VIVER inclui amar de novo, chorar de novo, fazer amizades tudo de novo... mais acho que vale a pena... na vDD como diria o poeta: "...tudo vale a pena se a alma não é pequena."

Shually ;D disse...

agora sim você entendeu o que eu queria falar, vamos lá pôr em pratica?! é dificil, mas basta apenas querer.